» Cap 05 - Normas Gerais para Habilitação de Monitores, "Jumpmasters", Instrutores e Pilotos de Salto Duplo (ASL, AFF, Salto Duplo)

Código Esportivo da CBPq

Capítulo V - Normas Gerais para Habilitação de Mestres de Salto e Instrutores (ASL, AFF ou de Salto Duplo)


Art. 144 - Todo o ensino do paraquedismo, seja a novos praticantes, seja a paraquedistas que desejarem especialização ou habilitações específicas, será conduzido por profissionais treinados para esta finalidade.

§ Primeiro: Os profissionais serão habilitados como Treinadores BBF, Mestres de Salto ASL e/ou AFF, Instrutores ASL e/ou AFF e Pilotos e/ou Instrutores de Salto Duplo.

§ Segundo: O processo de formação de Instrutores terá inicio em um curso de formação de Treinador BBF.

Art. 145 - São reconhecidas pela CBPq as Licenças relativas à instrução de paraquedismo:

Treinador BBF: primeiro escalão docente na hierarquia do Programa de Instrução da CBPq, sendo requisito obrigatório para poder realizar o pré-curso de instrutores junto a um Instrutor Avaliador do Programa ASL, AFF ou Tandem, reunindo assim conhecimentos e experiência para poder habilitar-se como Mestre de Salto. Tem autonomia apenas para conduzir atividades ou instrução no solo dos cursos de primeiro salto, supervisão via radio, e saltos acompanhando alunos recém graduados dos programas ASL ou AFF (alunos em Instrução - AI); os Treinadores BBF atuam sempre sob a supervisão presencial de Instrutores ASL ou AFF.

Mestre de Salto ASL, AFF ou Salto Duplo: segundo escalão docente na hierarquia do Programa de Instrução da CBPq, período em que o recém formado Mestre de Salto ASL, AFF ou Salto Duplo realiza treinamento de alunos sob a supervisão presencial de Instrutores e demonstra qualificação técnica para se tornar instrutor preenchendo todos os requisitos na folha de progressão de instrutores.

Instrutor ASL, AFF ou de Salto Duplo: Terceiro escalão docente na hierarquia do Programa de Instrução da CBPq, os Instrutores têm plena autonomia para conduzir atividades dentro do método ao qual estão habilitados.

Instrutor Avaliador ASL, AFF, ou de Salto Duplo: Quarto escalão na hierarquia do Programa de Instrução da CBPq. Os avaliadores são indicados pelas Federações locais e aprovados pelo CIS, para conduzir treinamentos de pré-curso e auxiliar nos cursos de formação de instrutores em todos os níveis acima, dentro da modalidade (Treinadores, ASL, AFF ou Duplo) em que é habilitado. Os Instrutores avaliadores atuam em curso de formação sob a supervisão presencial dos Diretores de Curso e demonstram qualificação técnica para se tornarem Diretores de Curso preenchendo todos os requisitos na folha de progressão de Instrutores Avaliadores;

Diretor de Curso ASL, AFF ou de Salto Duplo: Quinto e mais alto escalão na hierarquia do Programa de Instrução da CBPq. Diretor de Curso é um cargo temporário exercido apenas quando o Instrutor Avaliador é indicado pelo CIS para conduzir cursos em todos os níveis acima, dentro da modalidade (ASL, AFF ou Duplo) em que é habilitado. Terminado o curso, o Diretor de Curso volta à condição de Instrutor Avaliador.

§ Primeiro: Instrutor Avaliador ASL, AFF ou de Salto Duplo: Esta indicação deverá, em princípio, recair sobre Instrutores da própria Federação local. Caso não existam no quadro da federações, caberá ao CIS a indicação de um avaliador de outra região.

§ Segundo: Instrutor Avaliador é uma função temporária com validade de 01 (um) ano, considerando a data base de recadastramento.

Art. 146 - Os Cursos de Formação de Treinadores BBF, Instrutor ASL, Instrutor AFF ou Instrutor de Salto Duplo, além dos cursos agendados em calendário anual pela AGE, deverão ser solicitados pelas Federações e submetidos no mínimo 90 (noventa) dias antes de sua realização e quorum mínimo de 3 (três) candidatos, para prévia divulgação, organização e homologação da CBPq.

§ Único: Ao aprovar a realização de um Curso de Formação, a CBPq indicará um Diretor de Curso seguindo um critério de rotação simples de acordo com todos os diretores de curso existentes no país e que estejam disponíveis em tais datas.

§ Segundo: O CIS manterá uma lista atualizada de Instrutores Avaliadores em condições de exercer a função de Diretor de Curso.

Art. 147 - Na solicitação para a realização de Cursos de Formação de Treinadores BBF, Instrutores ASL, AFF ou de Saltos Duplos, as Federações poderão indicar Instrutores em cada método (ASL, AFF ou Salto Duplo) para que possam participar como Avaliadores designados, auxiliando o Diretor de Curso e preencherem sua folha de progressão de avaliadores.

§ Único: O Avaliador que preencher todos os requisitos em sua folha de progressão e dirigir um curso sob supervisão presencial de um Diretor de Curso poderá ser considerado apto para ser nomeado pela CIS e exercer as funções de Diretor de Curso.

Art. 148 - O CIS poderá a qualquer momento revogar a homologação de credenciamento dos Instrutores Avaliadores em caso comprovado do descumprimento da padronização do ensino, ou descumprimento do código desportivo, ou por procedimentos contrários à ética da atividade de instrução.

Art. 149 - são pré-requisitos mínimos para a inscrição de candidatos aos cursos de formação de Treinadores BBF:

a) Possuir Categoria “B”;
b) Possuir 150 saltos;
c) Possuir 90 minutos de queda livre;
d) Experiência no esporte de (1) um ano desde o seu primeiro salto;
e) Ter realizado pelo menos 30 (trinta) saltos nos últimos 6 (seis) meses, sendo 3 (três) deles nos últimos 30 dias;
f) Ter preenchido os itens 2 ao 6 da folha de progressão de Treinadores BBF;
g) Ser maior de 21 (vinte e um) anos;
h) Possuir ensino médio completo;
i) Possuir atestado negativo de antecedentes criminais.

Art. 150 - são pré-requisitos mínimos para a inscrição de candidatos aos cursos de formação de Instrutores ASL:

a) Possuir Categoria “C”;
b) Possuir experiência de 30 saltos como treinador BBF;
c) Experiência no esporte de (2) dois anos desde o seu primeiro salto;
d) Ter realizado pelo menos 30 (trinta) saltos nos últimos 6 (seis) meses, sendo 3 (três) deles nos últimos 30 dias;
e) Ter preenchido os itens 2 ao 5 da folha de progressão de Instrutores ASL;
f) Possuir ensino médio completo;
g) Possuir atestado negativo de antecedentes criminais.

Art. 151 - Para obtenção da Licença de Mestre de Salto ASL o paraquedista deverá ter sido considerado apto em um Curso de Formação de Instrutor ASL e enviar copia da folha de progressão de instrutor ASL com assinatura do diretor de curso.

Art. 152 - Para obtenção da Licença de Instrutor ASL, o Mestre de Salto ASL deverá:

a) Preencher todos os requisitos da folha de progressão de Instrutores ASL;
b) Possuir experiência de 2 (dois) anos como Mestre de Salto ASL;
c) Ter enviado copia da folha de progressão de instrutor ASL preenchida, contendo os requisitos do Programa ASL, aprovado pela Diretoria Técnica da CBPq.

Art. 153 - O Treinador BBF, Mestre de Salto ASL e/ou AFF, Instrutor ASL e/ou AFF, e Piloto/Instrutor de Salto Duplo, que esteja inativo há mais de 6 (seis) meses ou tenha realizado menos de 25 saltos por ano no programa de sua modalidade específica, deverá fazer uma readaptação junto a um Avaliador de sua modalidade.

§ Primeiro: Considera-se como readaptação, a participação dos mesmos em um curso de readaptação e aprovação em um salto de avaliação com um Avaliador indicado pelo CIS.

§ Segundo: Considera-se como readaptação para Piloto/Instrutor de Salto Duplo treinamento em solo, revisão dos procedimentos de emergência e 2 (dois) saltos de avaliação.

Art. 154 - São pré-requisitos mínimos para a inscrição no curso de Formação de Instrutor AFF:

a) Possuir Categoria “D”;
b) Possuir experiência de 50 saltos como treinador BBF;
c) Experiência no esporte de (3) três anos desde o seu primeiro salto;
d) Ter realizado pelo menos 30 (trinta) saltos nos últimos 6 (seis) meses, sendo 3 (três) deles nos últimos 30 dias;
e) Ter preenchido os itens 2 ao 7 da folha de progressão de Instrutores AFF;
f) Possuir ensino médio completo;
g) Possuir atestado negativo de antecedentes criminais.

Art. 155 - Para obtenção da Licença de Instrutor AFF o paraquedista deverá ter sido considerado apto em um Curso de Formação de Instrutor AFF e enviar copia da folha de progressão de instrutor AFF preenchida com assinatura do diretor de curso.

a) Ter realizado pelo menos 50 (cinqüenta) saltos com alunos do programa AFF.
b) Ter realizado o mínimo de 25 (vinte e cinco) lançamentos nos últimos 12 (doze) meses
c) Possuir experiência de 2 (dois) anos como Mestre de Salto AFF.
d) Ter enviado copia da folha de progressão de instrutor AFF preenchida, contendo os requisitos do Programa AFF, aprovado pelo CIS.

Art. 156 - São pré-requisitos mínimos para a inscrição no curso de formação de Instrutor de Salto Duplo:

a) Possuir Categoria “D”;
b) Possuir experiência de 50 saltos como treinador BBF;
c) Experiência no esporte de (3) três anos desde o seu primeiro salto;
d) Ter realizado pelo menos 30 (trinta) saltos nos últimos 6 (seis) meses, sendo 3 (três) deles nos últimos 30 dias;
e) Ter preenchido os itens 2 ao 6 da folha de progressão de Instrutores de Salto Duplo;
f) Possuir ensino médio completo;
g) Possuir atestado negativo de antecedentes criminais.

Art. 157 - Para a obtenção da licença de Instrutor de Salto Duplo, o Piloto de Salto Duplo devera:

a) Ter realizado pelo menos 200 (duzentos) saltos duplos;
b) Possui experiência de 2 (dois) anos como Piloto de Salto Duplo.
c) Possuir atestado negativo de antecedências criminais.

Art. 158 - Para inscrição no curso de formação de Avaliador de Salto Duplo, o Instrutor de Salto Duplo deverá:

a) Ter realizado pelo menos 1000 (mil) saltos duplos;
d) Ser Instrutor de Salto Duplo há pelo menos 3 (três) anos;
e) Ter realizado pelo menos 25 (vinte e cinco) saltos como Instrutor de Salto Duplo nos últimos 6 (seis) meses;
f) Preencher os requisitos na folha de progressão de Instrutor Avaliador de Salto duplo.
g) Ser indicado pela Federação local e aprovado por um Diretor de Curso.

Art. 159 - Instrutor de Salto Duplo estará habilitado a utilizar apenas o equipamento (ex.: Vector, Racer, Strong, Parachute de France etc.) com o qual foi formado.

§ Primeiro: O tipo de equipamento para o qual está habilitado constará da credencial de habilitação do Instrutor.

§ Segundo: Somente após adquirir status de Piloto de Salto Duplo o atleta poderá realizar treinamento de adaptação em outro equipamento.

§ Terceiro: O treinamento de adaptação de equipamento deverá ser conduzido por Instrutor Avaliador que esteja habilitado naquele tipo de equipamento, sendo instruído nas peculiaridades do equipamento, pratica de todos os cenários de emergência e 2 (dois) salto com passageiro “falso” de mais de 100 saltos.

Art. 160 - O Instrutor de Salto Duplo que não realiza saltos duplos há mais de 6 meses ou 25 saltos na modalidade específica nos últimos 12 meses, deverá realizar uma readaptação junto a um Avaliador de Salto Duplo seguindo as mesmas normas contidas no Art. 159º no § Terceiro.

Art. 161 - São requisitos para inscrição no curso de avaliadores para Treinadores e Instrutores ASL ou AFF:

a) Possuir categoria “D”;
b) Ter realizado pelo menos 100 (cem) saltos como Treinador, 500 (quinhentos) saltos ASL para Instrutores ASL ou 500 (quinhentos) saltos AFF para Instrutores AFF;
c) Ser Treinador por pelo menos 2 (dois) anos e Instrutor ASL ou AFF há pelo menos 3 (três) anos;
d) Ter realizado pelo menos 25 (vinte e cinco) saltos com alunos em instrução nos últimos seis meses;
e) Preencher os requisitos na folha de progressão de Instrutores Avaliadores;
f) Ser indicado pela Federação local e aprovado por um Diretor de Curso.

Art. 162 - Anualmente, todos os Treinadores, Mestre de Salto, Instrutores e Instrutores Avaliadores nos métodos em que possuem habilitações, deverão renovar as suas licenças, sempre por meio das suas Federações, além de comparecer a um Simpósio ou ao Congresso bianual da modalidade em que instrui.

§ Primeiro: Todos aqueles que não enviarem a ficha anual de atividade, ou não comparecerem a um Simpósio ou ao Congresso bianual de instrutores, estarão automaticamente desabilitados, devendo realizar treinamento de readaptação com um Instrutor Avaliador indicado pelo CIS.

§ Segundo: Não será reemitida a licença do Instrutor que não enviar à CBPq/CIS o devido relatório do Programa de Estudo e Prevenção de Acidentes (PEPA) e/ou Ficha Informativa de Acionamento de Reserva (FIAR), nas situações que ocorreram em sua área de salto e que o mesmo as tenha presenciado.

Art. 163 - A comprovação dos saltos referidos no Artigo 162 é feita mediante o envio de Relatório Anual de Atividade em 2 (duas) vias à Federação local, que deverá homologá-los e encaminhá-los a CBPq/CIS em até 30 dias.

Art. 164 - A CBPq não homologará qualquer Curso de Formação de Treinadores ou Instrutores ASL , AFF ou Salto Duplo, se ministrado a revelia destas normas ou por pessoas não habilitadas ou indicadas pela CBPq/CIS para este fim específico. Os responsáveis pela desobediência estarão sujeitos às penalidades previstas nos mandamentos institucionais.

Art. 165 - Os Cursos de Instrutor ASL, AFF, Treinador e Instrutor de Salto Duplo, realizados em entidades diretoras do paraquedismo de outro país ou, entidades de paraquedismo não filiadas a CBPq não serão homologados, havendo a necessidade de um curso ministrado por um Diretor de Curso indicado pelo CIS.


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O pára-quedismo é um esporte de risco e, mesmo quando, praticado de acordo com as normas de segurança que regem o esporte,
há chances de que seus praticantes possam vir a sofrer ferimentos ou até mesmo morrer em decorrência de sua prática.